04/08/2016 • 11 H 16
Conta-me Uma História
O meu nome é Maria de Fátima. Há catorze anos não pensaria que a doença de Parkinson me faria uma mulher lutadora e optimista ao ponto de não baixar os braços. Há cerca de oito anos, pensando eu que derivado ao meu problema, não seria capaz de amar ou me sentir amada, enganei-me. Numa viagem de autocarro – o meu marido é motorista de serviço público –, encontrei o homem que faria de mim a mulher que sou hoje, com uma auto-estima em alta e sem medo de encarar os outros quando os sintomas se fazem sentir. Com ele, sei que posso contar para o bem e para o mal, pois se me vê descontrolada, desdobra-se em atenções e carinhos para me poder aliviar o sofrimento. Somos dois num só. Criei a página ‘Jovens com Parkinson’, que me dá força e de certa forma também ajudo os outros. Resumindo, se o amor é cumplicidade, já vão seis anos juntos, com a mesma coragem e o mesmo sorriso que lhe conheci naquela viagem de autocarro. Sou feliz. Fátima Silva, 44 anos, Lisboa