A polémica estalou recentemente em Portugal por causa de vídeos colocados nas redes sociais em que adolescentes insultavam outras que, por qualquer motivo, as tinham ofendido. A mim os vídeos chocaram-me pela ordinarice da linguagem, mas não quero acreditar que este tipo de conteúdos seja a regra. Arrisco mesmo a escrever que são uma imensa minoria. Aliás, os dados mais recentes dos Estados Unidos da América revelam que a maioria dos adolescentes e os jovens sabem muito bem o que fazem nas redes sociais. São exímios a dominar as ferramentas de controlo de privacidade e só abrem a "janela" da intimidade quando querem e a quem querem. Esta é a regra. Depois surgem as excepções que, por serem quase sempre cenas eventualmente intensas e chocantes, adquirem estatuto viral, no pior que este fenómeno comporta. Uma expansão que chega aos "crescidos" e lá surgem os lamentos e desabafos de que a geração está perdida e que no nosso tempo – o dos "crescidos" – não era assim e que nós é que tínhamos juízo e estes miúdos de agora não têm nenhum. Em parte, muito por causa destas lamúrias, há uma tendência crescente dos adolescentes migrarem do Facebook para outras redes sociais onde os pais, familiares mais velhos e professores não estão ou estão muito menos. Dos nove em cada dez adolescentes que usam redes sociais o todo poderoso Facebook já não é o preferido. Surge em segundo lugar atrás do Tumblr. Deste universo, sessenta por cento dos jovens usam perfis com muitos cuidados de privacidade. E já agora, os mais velhos também não fazem figuras tristes nas redes sociais? Ah pois é...