Nuno Eiró está há um ano afastado da televisão e regressou à universidade para tirar um mestrado em Media e Jornalismo. O apresentador diz que ficou a ganhar com este interregno e agora quer tornar-se professor.
– Voltou à faculdade. Porque está a tirar um mestrado em Media e Jornalismo?
– Já era uma vontade minha que, por excesso de trabalho, vinha sendo adiada. A minha ambição é dar aulas no Ensino Superior. E o que vai acontecer é que, depois do mestrado, vem o doutoramento.
– Está preparado para estar cinco anos a estudar?
– Preparei-me psicologicamente para isso. Quando se chega à faculdade nesta altura, sabe-se o que se quer. Sou eu que pago as propinas e sei o que está para lá do túnel... Quando se entra com 18 anos, para além de não se ter maturidade, não somos nós a pagar as propinas, não sabemos as saídas profissionais, o que vai acontecer. E tenho uma certeza: a seguir a isto, vou dar aulas.
– Quer das aulas por uma questão de necessidade ou prazer?
– É por prazer. Acho que o ensino na área da comunicação já está mais prático, mas ainda é ostensivamente teórico. A maioria dos alunos sai pouco preparado para o mercado de trabalho. É preciso cada vez mais pessoas que estejam no mercado de trabalho para responder às necessidades de quem ainda não está.
– Como tem sido este ano de interregno na televisão?
– Saio mais maduro e objectivo desta paragem. Sei agora o que não quero, mas também começo a saber o que quero. Há trabalhos que antes fazia e que agora não faço. Há momentos de carreira em que as pessoas desesperam e é aí que se perdem ou se ganham carreiras e eu, claramente, vou ganhar.
– Conseguiu tirar coisas positivas?
– Sim, consegui tornar aquilo que poderia ser menos bom numa coisa muito boa. Encontrei-me a nível de valências, profissional e mesmo como homem.