Rita Pereira falhou, pela segunda vez, ao julgamento onde se discute uma burla à mãe do cantor Angélico Vieira, que está relacionada com a alegada falsificação do contrato do BMW ao volante do qual o cantor morreu.
A atriz justificou que está até ao dia 7 de outubro no Rock in Rio, no Brasil, evento do qual é embaixadora. Deixou ainda um aviso: também não pode testemunhar na audiência de dia 9 de outubro porque vai para o Japão.
A situação está a causar bastantes constrangimentos, até porque o tribunal de Matosinhos iria ouvir nessa mesma audiência as últimas testemunhas. A atriz chegou ainda a sugerir datas em que está disponível. "Não são as testemunhas que dizem quando podem vir a tribunal", afirmou o juiz.
Na sessão de ontem foi ouvido Alexandre Pinto, amigo do cantor, que garantiu que após o acidente, em junho de 2011, Augusto Fernandes, dono do stand, lhe disse que o carro era emprestado.
Foi ainda ouvido Carlos Pinto, que disse também ser amigo de Angélico, e que alegou que aquele lhe falou em comprar o BMW. O seu testemunho revelou contradições. Neste processo são arguidos o dono do stand e a ex-mulher.
Angélico era "alma gémea"
No livro escrito pela mãe de Angélico, Filomena Vieira, Rita Pereira fez declarações emocionantes. "Foram os três piores dias da minha vida (...) Mas uma coisa é certa, encontrei sem procurar o que muitos procuram sem encontrar, a minha alma gémea, e isso ninguém me tira", pode ler-se.
Férias no Dubai impedem testemunho
Rita Pereira já tinha faltado a uma audiência no tribunal, em meados deste mês, por ter viajado de férias com o companheiro, Guillaume Lalung, e o filho, Lonô, de oito meses, para o Dubai. Contudo, o testemunho de Rita poderá ser fundamental para o julgamento de burla a Filomena Vieira.
Isto porque quando foi ouvida na ação cível que discutia a morte de Hélio Filipe, a outra vítima mortal do acidente na A1, em junho de 2011, a atriz falou sobre a propriedade do BMW que está agora em causa no tribunal.
Na altura, a atriz disse que Augusto Fernandes lhe disse, horas após o acidente, que se sentia culpado pela tragédia, pois o carro no qual Angélico seguia era seu. Em causa estão suspeitas de que o contrato de compra e venda do carro tenha sido forjado após o acidente.